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World Championships Seniors Baku 2018: técnicas, pegadas e transições das medalhistas


Nesta segunda postagem sobre o Campeonato Mundial Sênior 2018 são analisadas as técnicas efetivas das 28 medalhistas (ouro, prata e bronzes), bem como os tipos de pegada e transições realizadas.


As projeções representaram 70% dos pontos conquistados pelas medalhistas, por meio de 31 técnicas de projeção diferentes.
Nove medalhistas conquistaram pontos utilizando a técnica uchi-mata.
Ashi-waza foi grupo de técnicas mais eficiente, representando 45% das pontuações conquistadas por projeção pelas medalhistas.
Contragolpes representaram 15% das técnicas de projeção efetivas.




Imobilizações, chaves articulares ou estrangulamentos representaram 30% de todos os pontos conquistados pelas medalhistas.
As técnicas de ne-waza foram efetivas para 22 medalhistas, sendo as imobilizações as técnicas mais utilizadas (86%) nestas pontuações.



Ao analisar as direções das técnicas, considerando somente como possibilidades o desequilíbrio das adversárias para frente e para trás, 16 medalhistas pontuaram projetando para ambas direções.



Embora as “pegadas clássicas” (alta e tradicional) tenham sido mais frequentes nas projeções efetivas, as demais variações de pegadas foram eficientes para 23 medalhistas.




Ataques imediatamente (ou "ime-diata-mente") após o estabelecimento da pegada representaram 39% dos pontos conquistados com técnicas de projeção. Esta tendência pode ser considerada no treinamento, buscando estimular o desenvolvimento de ataques rapidamente após o estabelecimento da pegada em uchi-komi, nage-komi e randori.
Nos exemplos acima, Bilodid está com uma mão estabilizada, mas ataca imediatamente após estabelecer a pegada com a segunda mão. 
No segundo exemplo, Abe leva menos de 3 segundos entre o estabelecimento da pegada e a finalização da projeção.



Em 71% das pontuações executadas no ne-waza as atletas realizaram passagens específicas logo após serem atacadas ou dando sequência à um ataque que elas mesmo haviam realizado em tachi-waza



Em 24% das pontuações conquistadas nas transições de ne-waza foram executadas técnicas de saída da MEIA-GUARDA. Esta também parece ser uma tendência relevante a ser considerada no treinamento.
Acima, Trstenjak e Shishime executam saídas de meia-guarda para imobilizarem suas adversárias.





Nota: Os dados apresentados neste post foram coletados a partir do vídeos disponíveis no site www.judobase.org. As fotos fazem parte da galeria de imagens disponíveis no site www.ijf.org.
As informações apresentadas são uma análise descritiva, com valores absolutos e/ou relativos de alguns aspectos analisados nos vídeos disponíveis. Ainda que tenham sido apresentados alguns comentários, cabe ressaltar que não foram realizadas análises de probabilidade ou análises estatísticas inferenciais.

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