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World Championships Seniors Baku 2018: técnicas, pegadas e transições dos medalhistas

A terceira postagem sobre o Campeonato Mundial Sênior 2018 traz análises dos 28 medalhistas masculino. De maneira similar à última postagem, é apresentado um levantamento sobre técnicas efetivas e tipos de pegadas e transições utilizadas.


Os medalhistas de Baku 2018 conquistaram a maioria dos pontos (88%) via técnicas de projeção, totalizando 37 golpes e variações diferentes.
O sumi-otoshi foi a técnica efetiva mais recorrente, utilizada por 15 medalhistas, mais frequentemente como contragolpe mas também em sequências de golpes.
Contragolpes representaram 18% das pontuações por projeção. Técnicas ajoelhadas (suwari-seoi-nage e variações) também representaram 18% dos pontos conquistados por nage-waza.
Te-waza e ashi-waza foram os grupos mais frequentes com, respectivamente, 36% e 35% das pontuações via projeção.


As técnicas de domínio representaram 12% dos pontos conquistados, sendo efetiva para 13 medalhistas.
A maioria destas pontuações por katame-waza foram via imobilizações (65%).

Analisando as direções das técnicas de forma simplificada, considerando o desequilíbrio dos adversários para frente ou para trás, 27 medalhistas pontuaram projetando para ambas direções (apenas um dos medalhistas não projetou em ambas as direções).

Em relação aos tipos de pegadas utilizadas nas projeções, 24% das projeções foram executadas com uma das mãos na região da cintura do uke, sendo utilizada por 19 medalhistas.

Um aspecto que pode ser considerado no treinamento, especialmente na elaboração de métodos de uchi-komi e nage-komi, é que 37% dos pontos com técnicas de projeção foram conquistados em situações de DISPUTA DE PEGADA, ou seja, situações em que ambos atletas estão "construindo" sua pegada e/ou "desconstruindo" a pegada do oponente. No exemplo acima, Hashimoto desvencilha o controle da manga antes de projetar Heydarov.



Em metade das transições efetivas (10), os atletas utilizaram diversas passagens nas costas (uke em decúbito ventral), sendo mais frequentes nas transições em sequência de ataques iniciados em tachi-waza.
As demais ações efetivas no ne-waza foram conquistadas com técnicas de saída da meia-guarda ou com imobilizações e chaves articulares aplicadas de forma direta.



Nota: Os dados apresentados neste post foram coletados a partir do vídeos disponíveis no site www.judobase.org. As fotos fazem parte da galeria de imagens disponíveis no site www.ijf.org.
As informações apresentadas são uma análise descritiva, com valores absolutos e/ou relativos de alguns aspectos analisados nos vídeos disponíveis. Ainda que tenham sido apresentados alguns comentários, cabe ressaltar que não foram realizadas análises de probabilidade ou análises estatísticas inferenciais.

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