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Portugal GP e Paris GS: análises dos(as) campeões/campeãs

Foi dada a largada do IJF World Judô Tour 2022! E seguirei apresentando aqui no blog as análises de medalhistas dos principais eventos da temporada.
Neste ano temos uma novidade: as análises estarão disponíveis mais rapidamente no dashboard open acess disponível no link https://bit.ly/3JpmMvn . Neste painel interativo é possível acessar todas as análises publicadas por aqui no blog desde 2018, bem como filtrar por países, sexo, categorias e colocação.
Vamos para alguns exemplos das análises dos(as) campeões/campeãs dos dois primeiros eventos da temporada:

Portugal Grand Prix



Entre as dez técnicas de projeção que mais geraram pontuações (Top-10), as técnicas de perna (ashi-waza) foram as mais utilizadas, com destaque para a técnica o-uchi-gari, que foi utilizada de forma eficaz por cinco medalhistas de ouro.
As configurações de kumi-kata mais frequentes durante as pontuações foram os kumi-kata tradicional e cruzado, totalizando quase metade das configurações utilizadas nos pontos conquistados em nage-waza por este grupo de campeões/campeãs.


Metade dos(as) campeões/campeãs neste evento projetaram seus oponentes em 3 direções de desequilíbrio. Como já foi apresentado diversas vezes nas postagem neste blog, conseguir atacar em 3-4 direções de desequilíbrio é considerado um sistema de ataque menos previsível. O belga Matthias Casse (ouro, -81 kg) foi um dos atletas que conseguiu pontuar em 3 direções (além de pontuar no ne-waza).


A forma de ataque mais frequente nas pontuações conquistadas pelas(os) campeãs/campeões foi o ataque dominando o kumi-kata. Doze campeãs/campeões pontuaram com esta forma de ataque, incluindo a brasileira Rafaela Silva (ouro, -57kg).

Paris Grand Slam



Neste evento, as técnicas efetivas dos(as) campeões/campeãs variaram bastante. Mas, ao observar as dez técnicas que mais geraram pontuações, as técnicas de osaekomi-waza se destacam e yoko-shiho-gatame aparece como a primeira da lista.
As configurações de kumi-kata tradicional, cruzada e alta foram as mais utilizadas nas técnicas efetivas em nage-waza, representando praticamente dois terços das pontuações projetando.


Onze medalhistas de ouro neste evento pontuaram com ataques em ne-waza. A japonesa Haruka Funakubo (ouro, -57kg) foi a que mais pontuou desta forma, vencendo três combates com ataques em ne-waza.



Ataques com o domínio do kumi-kata e durante a disputa de kumi-kata foram as formas de ataque que geraram maior quantidade de pontuações entre os medalhistas de ouro. Nas cinco pontuações que conquistou, a francesa Margaux Pinot (ouro, -70kg) pontuou com estas duas formas de ataque e também com ataque imediatamente ao estabelecer o kumi-kata. Outro destaque no seu perfil técnico-tático foi a efetividade nas quatro direções de desequilíbrio, usando cinco configurações de kumi-kata diferentes.

Nota: Os dados e gifs apresentados neste post foram coletados a partir do vídeos disponíveis no site live.ijf.org. As informações apresentadas são uma análise descritiva, com valores absolutos e/ou relativos de alguns aspectos analisados nos vídeos disponíveis. Ainda que tenham sido apresentados alguns comentários, cabe ressaltar que não foram realizadas análises de probabilidade ou análises estatísticas inferenciais.


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