Este trabalho consiste em uma pesquisa realizada através da análise teórica de diversos autores da área de psicologia do esporte, cujo objetivo foi verificar como os processos de estabelecimento de metas atuam na performance esportiva e averiguar se estes processos são eficazes no aumento desta performance. Desta forma, foi possível conceituar o estabelecimento de metas e determinar quais são os tipos de metas: metas subjetivas, metas objetivas orientadas para o resultado e metas objetivas orientadas para a performance. As pesquisas consultadas demonstram que o estabelecimento de metas no treinamento desportivo é um processo útil e necessário para atingir o alto rendimento esportivo, e que existem basicamente três modelos para explicar como as metas influenciam no comportamento do atleta: mecanicista direta, processo de pensamento indireto e o CGS (Competitive Goal-Setting). Mas estes estudos também demonstram que técnicos esportivos e atletas podem cometer alguns equívocos que comprometeriam a eficácia destes processos de estabelecimento de metas e, portanto, existem algumas diretrizes a serem seguidas para seu correto funcionamento. Também apresentamos as fases para a criação de um sistema de estabelecimento de metas em uma equipe esportiva. Através desta revisão de literatura, procuramos oferecer condições para que técnicos e atletas possam otimizar o desempenho nos mais diversos esportes.
Anualmente, tenho tentado apresentar alguns levantamentos de aspectos técnico-táticos de combates realizados nos Campeonatos Mundiais de Judô das classes cadete, júnior e sênior. Parte destes dados se tornaram artigos científicos publicados em diferentes periódicos: Observational analysis of the variability of actions in judo: the key for success? The MacGyver solution: using no-code app to tracking sport technical-tactical profile The final battle! Variability of performance of finalists in World Judo Championships Tais levantamentos observaram parâmetros técnico-táticos de medalhistas mundiais como técnicas executadas, configurações de kumi-kata, formas de ataque em nage-waza, formas de transição para ne-waza e grupos de técnicas de katame-waza executadas nas ações que geraram pontuações (yuko, waza-ari e/ou ippon), sugerindo que a variabilidade dos sistemas de ataques apresenta diferenças quando se comparam medalhistas por sexo, classes etárias e resultado (ouro, prata e bronze...
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