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World Championships Juniors Marrakesh 2019: aspectos técnico-táticos das medalhistas

Esta terceira análise dos Campeonatos Mundiais realizados em 2019 fecha os levantamentos de aspectos técnico-táticos das atletas do sexo feminino medalhistas mundiais da temporada. 
Nesta postagem serão observadas as técnicas efetivas das medalhistas no Campeonato Mundial Júnior 2019.

Ao analisar as pontuações conquistadas por direções de desequilíbrio das oponentes e em transições no solo, os valores observados nas medalhistas desta edição do Campeonato Mundial Júnior foram bastante parecidos com os valores relatados na edição de 2018 (Bahamas).
Técnicas que desequilibram as adversárias para frente foram as que mais geraram pontuações para as medalhistas, seguidas pelas técnicas desequilibrando para trás e pelas técnicas de domínio no solo.  A maior parte das medalhistas (20 atletas) pontuou projetando suas adversárias em ambas as direções. Um pouco menos da metade das medalhistas (13 atletas) pontuou em ambas as direções e também com técnicas no solo (ne-waza).


As medalhistas utilizaram 30 técnicas de projeção diferentes, sendo que as técnicas de perna (ashi-waza) representaram 38% das técnicas de projeção efetivas.
Uchi-mata foi a técnica de projeção que gerou mais pontuações neste grupo de atletas, tendo sido utilizada por 8 medalhistas.


Embora a pegada tradicional (uma mão na manga e outra na gola, na altura do ombro da adversária) tenha sido a pegada mais frequente (32%) na execução das técnicas de projeção efetivas, vale destacar que apenas três atletas utilizaram unicamente esta configuração de pegada em seus golpes efetivos.
A maior parte das medalhistas (79%) projetou com duas ou mais das configurações de pegada listadas acima. Um bom exemplo foi a campeã da categoria -70 kg (Asahi – JPN), que projetou suas adversárias com 5 configurações diferentes de pegada: tradicional, alta, manga-manga, cinturando e gola-gola.


A importância da velocidade de reação ficou evidente (ao menos) em 51% das projeções nas quais as medalhistas aplicaram suas técnicas efetivas durante a disputa de pegada ou em poucos segundos após estabelecer o contato.
Nos exemplos acima, a medalhista de bronze da categoria -63 (Ura – JPN) consegue aplicar um seoi-nage assim que consegue criar um espaço suficiente e movimentação adequada durante a disputa de pegada contra sua oponente holandesa. Na semifinal, a japonesa é projetada pela vice-campeã da categoria (Obradovic – SRB), que ataca imediatamente após estabelecer a pegada.


Os ataques oportunistas (kaeshi-waza, go-no-sen e transição ne-waza para tachi-waza) foram utilizados por mais da metade das medalhistas (15 atletas), representando 24% dos pontos conquistados por meio de técnicas de projeção. Acima, na disputa pelo bronze da categoria -48 kg, a atleta sérvia Andrea Stojadinov utiliza um contragolpe em sua vitória sobre a adversária japonesa.


Entre as técnicas de domínio efetivas, 77% foram conquistadas via imobilizações (osae-waza), 13% via estrangulamentos (shime-waza) e 10% via chaves articulares (kansetsu-waza).

A forma de transição que gerou maior número de pontuações entre as medalhistas foi a transição realizada após ataques falhos de suas oponentes (12 pontos). Onze medalhistas conquistaram pontos com esta forma oportunista de transição, como a medalhista de bronze da categoria -70 kg (Galandi – GER) em seu primeiro combate no Mundial.


Em 9 das 31 pontuações conquistadas com técnicas de domínio (katame-waza), as medalhistas utilizaram técnicas de “saída da meia-guarda” para conquistar a pontuação. A coreana Kim (-57 kg) pontuou duas vezes na competição com este tipo de recurso técnico-tático de ne-waza.




Nota: Os dados apresentados neste post foram coletados a partir do vídeos disponíveis no site www.judobase.org. As fotos fazem parte da galeria de imagens disponíveis no site www.ijf.org.
As informações apresentadas são uma análise descritiva, com valores absolutos e/ou relativos de alguns aspectos analisados nos vídeos disponíveis. Ainda que tenham sido apresentados alguns comentários, cabe ressaltar que não foram realizadas análises de probabilidade ou análises estatísticas inferenciais.

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