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Crianças praticantes de judô têm maiores níveis de empatia

O pesquisador polonês Grzegorz Kozdras investigou as diferenças nos níveis de empatia em crianças praticantes de judô e não praticantes. A escolha deste aspecto sócio-afetivo foi feita dado à sua relação inversa com comportamentos agressivos.
O artigo tem acesso livre (clique aqui).


Além de encontrar diferenças entre os valores do questionário de escala de empatia (com superioridade para os judocas), os resultados apontaram para diferenças entre os escores dos 5 diferentes clubes dos praticantes.
Assim, o pesquisador entrevistou os treinadores dos três clubes que tiveram alunos com maiores níveis de empatia. Estes profissionais apontaram algumas estratégias para o desenvolvimento sócio-afetivo dos alunos:
  1. Diálogo aberto
  2. Análise subjetiva dos alunos
  3. Integridade
  4. Prestar atenção aos pequenos problemas
  5. Desenvolver a habilidade de "ler" as emoções das crianças
  6. Buscar soluções de maneira coletiva
  7. Disposição para interromper o treino
  8. Comprometimento emocional
  9. Avaliar objetivamente cada aluno
  10. Perguntar sobre as emoções do próximo
  11. Atuar sempre que surgirem problemas de relacionamento entre as crianças


As possíveis contribuições da prática da modalidade nos aspectos sócio-afetivos parece ser um dos fatores que levam os pais e responsáveis à inscreverem crianças em turmas de iniciação do judô. Atualmente, a International Judo Federation tem promovido constantemente os sugeridos "8 Grandes Valores" do judô.


Embora o autor considere que estudos futuros poderiam analisar os fatores que levariam aos níveis superiores de empatia, esta é uma das poucas pesquisas que trazem um olhar quantitativo dos benefícios sócio-afetivos da prática de judô.


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