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Efetividade e ofensividade

Venho comentando sobre a relevância da variação técnico-tática no desempenho competitivo e apresentado levantamentos sobre estes parâmetros dos medalhistas em eventos do IJF World Tour.

Uma forma adicional de analisar o desempenho competitivo é observar as representações relativas (índices) dos ataques realizados durante os combates. Para isso, é necessário realizar a análise de desempenho completa dos combates, ou seja, contabilizar cada ataque realizado (efetivos e não efetivos).

Análise de desempenho da final da categoria -100 kg no Tashkent GS 2021 (Georgiev vs. Nikiforov) realizada com o MS Excel (a velocidade do vídeo foi acelerada).


Aprenda a fazer este tipo de análise no minicurso: https://go.hotmart.com/L48866393T?dp=1 


Estes índices de ataques têm sido utilizados tanto em pesquisas científicas quanto em sites especializados em estatísticas como o judodata.com

Os índices de efetividade de ataque e defesa são alguns indicadores de desempenho que podem ser mensurados a partir da relação entre as pontuações e a quantidade de técnicas executadas nos combates. A partir destes dados, é possível estabelecer os índices de efetividade de ataque (IEA) e de defesa (IED):



Outro índice interessante para ser calculado é o de ofensividade, que oferece indicadores percentuais do quanto determinado atleta ataca em relação aos seus oponentes:

Para exemplificar, vamos analisar estes índices no campeão da categoria -100 kg no Tashkent Grand Slam 2021, Toma Nikiforov:


A partir destes cálculos, podemos ter alguns insights interessantes para analisar o desempenho e ajustar a preparação:
  1. Nesta competição, o atleta foi muito efetivo (IEA = 25%), conseguindo pontuar uma vez a cada quatro ataques realizados;
  2. Além disso, ele conseguiu ser consideravelmente efetivo na defesa dos ataques de seus oponentes (IED = 96%), sendo pontuado apenas um vez;
  3. Por fim, pode-se afirmar que teve uma ofensividade muito próxima aos seus oponentes (IO = -4%), indicando que (de forma geral) atacou com frequência  pouco menor que seus adversários.
De fato, se considerarmos o IEA deste atleta apontado no site JudoData, pode-se dizer que o atleta superou seu padrão de efetividade neste evento:

https://www.judodata.com/judoka/nikiforov-toma-bel/

Este elevado aproveitamento das técnicas executadas parece ter sido um dos fatores que fez o Nikiforov ser um dos poucos medalhistas que não foi cabeça de chave neste evento. Mais especificamente, o único campeão que não foi cabeça de chave. Mas voltaremos a este assunto em um próximo post.



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