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Antalya Grand Slam 2021: análises das campeãs e dos campeões

Seguindo as análises de desempenho técnico-tático das campeãs e dos campeões dos Grand Slam pré-olímpicos, vamos ver alguns levantamentos dos medalhistas de ouro do Antalya Grand Slam 2021.

Neste evento, que contou com pouco mais de 400 representantes de 91 países, atletas de 12 países chegaram ao lugar mais alto do pódio: Itália, Japão, Canadá, Turquia, Rússia, Israel, Azerbaijão, Suécia, Uzbequistão, Bélgica, Grã-Bretanha e Holanda.

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Ashi-waza em alta

Entre as pontuações conquistadas pelos campeões/campeãs, pouco mais de um terço (23 pontos) foi conquistado por meio de projeções com técnicas de perna (ashi-waza). Entre este grupo de técnicas, uchi-mata e o-uchi-gari foram as mais frequentes, ambas sendo utilizadas por cinco campeões/campeãs.

Zelym Kotsoiev pontuou 3 vezes com uchi-mata (e outras 2 com uchi-mata-makikomi, técnica classificada como yoko-sutemi-waza). Embora todos seus ataques tenham sido em apenas uma direção (frente direita), o atleta atacou com 3 formas diferentes: imediatamente após estabelecer o kumi-kata, com uma mão estabilizada e atacando assim qua a 2ª mão segurou no judogi do oponente e dominando a pegada (como no seu primeiro combate com o francês Maret).

Christa Deguchi foi a campeã que mais pontuou com o-uchi-gari, realizando a técnica durante a disputa de pegada (1 ponto) e com o domínio do kumi-kata (2 pontos), como nesta situação com a polonesa Kowalczyk.

Fabio Basile venceu seus cinco combates pontuando com técnicas de perna. Além de variar as técnicas (4 técnicas: de-ashi-harai, o-uchi-gari, o-soto-gari e uchi-mata) e as direções (3 direções: trás direita, trás esquerda e frente esquerda), o italiano pontuou atacando com 3 formas de projeção: dominando o kumi-kata, durante a disputa de kumi-kata e imediatamente após estabelecer o kumi-kata.

Hifumi Abe venceu seus 3 últimos combates com diferentes técnicas de ashi-waza: o-soto-gari, o-uchi-gari e ko-uchi-gari. Em cada um destes ataques, o japonês usou pegadas diferentes: manga-manga, cinturando e tradicional.


Os especialistas em suwari

Quatro campeões/campeãs (Bashaev, Hershko, Kediyorova e Polling) pontuaram utilizando variações de seoi-nage e sode-tsurikomi-goshi executadas na forma ajoelhada (suwari). O suwari-sode-tsurikomi-goshi foi a técnica ajoelhada mais utilizada (9 pontos), sendo usado pelos quatro medalhistas comentados anteriormente.
Neste tipo de técnica, dois atletas se mostraram especialistas nos ataques ajoelhados:

Tamerian Bashaev conquistou cinco pontos com técnicas ajoelhadas. O russo pontuou com suwari-seoi-nage, suwari-eri-ippon-seoi-nage e suwari-sode-tsurikomi-goshi. Embora todas essas técnicas sejam desequilibrando os oponentes para frente, o atleta variou as configurações de pegada nestes ataques, usando 4 formas: 1 mão na gola, cruzada, tradicional e manga-manga.


Diyora Keldiyorova foi a rainha das técnicas ajoelhadas nesta competição. A usbeque pontuou 4 vezes com suwari-sode-tsurikomi-goshi, 1 vez com suwari-seoi-nage e, mesmo na transição sequencial que realizou e finalizou sua oponente com juji-gatame, a atleta iniciou a transição executando um suwari-sode-tsurikomi-goshi. A variação na forma de ataque pode ter auxiliado na efetividade com técnicas similares, já que a campeã pontuou atacando imediatamente após estabelecer o kumi-kata, durante a disputa de kumi-kata, com go-no-sen, com renraku-henka-waza e com transição sequencial.


Os especialistas em ne-waza

Sete campeões/campeãs pontuaram com técnicas de solo (ne-waza). A transição sequencial foi a mais utilizada (5 pontos), seguida por transições oportunistas (4 pontos), transição direta (1 ponto), transição intencional (1 ponto) e defesa ativa (1 ponto).
Novamente, vale destacar dois especialistas no ne-waza:

Marcus Nyman venceu seus quatro primeiros combates com osaekomi-waza, executando transições oportunistas (3 pontos) e sequencial (1 ponto). Em duas situações, o sueco precisou usar técnicas de saída da posição de meia-guarda, como nas quartas-de-final contra o argelino Benamadi.

Shori Hamada pontuou três vezes com yoko-shiho-gatame. A japonesa utilizou as transições oportunista, sequencial e defesa ativa (acima, contra a israelense Lanir).

Levantamentos gerais

Entre as 24 técnicas efetivas, as três mais utilizadas pelos campeões/campeãs foram suwari-sode-tsurikomi-goshi (9 pontos), uchi-mata (8 pontos) e o-uchi-gari (8 pontos).

Wordcloud das técnicas efetivas: 62 pontos conquistados pelos campeões/campeãs do Antalya Grand Slam 2021.

Técnicas desequilibrando o oponente para frente foram mais frequentes (29 pontos), seguidas pelas técnicas desequilibrando o uke para trás (21 pontos) e técnicas de domínio (katame-waza) em ne-waza (12 pontos).

Pontuações conquistadas com técnicas desequilibrando o oponente para frente (em azul), para trás (em laranja) ou no combate de solo (em cinza).

A forma de ataque mais frequente nas pontuações conquistadas pelos medalhistas de ouro neste evento foi o ataque com domínio do kumi-kata, forma utilizada por oito campeões/campeãs.

Formas de ataques das técnicas de projeção (nage-waza) e transições para ne-waza efetivas utilizadas pelos campeões/campeãs do Antalya Grand Slam 2021.

Nas técnicas de projeção (nage-waza), a pegada tradicional (uma mão segurando na manga e a outra na gola, próximo ao ombro do oponente) foi a configuração de pegada mais frequente, usada efetivamente por metade dos campeões/campeãs. 

Configurações de kumi-kata utilizadas nas técnicas de projeção (nage-waza) efetivas dos campeões/campeãs do Antalya Grand Slam 2021.

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Nota: Os dados e gifs apresentados neste post foram coletados a partir do vídeos disponíveis no site www.ippon.org. As informações apresentadas são uma análise descritiva, com valores absolutos e/ou relativos de alguns aspectos analisados nos vídeos disponíveis. Ainda que tenham sido apresentados alguns comentários, cabe ressaltar que não foram realizadas análises de probabilidade ou análises estatísticas inferenciais.

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