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Analisando dados no esporte - parte 1 (Excel)

 Um profissional que trabalha com esporte ou atividade física geralmente coleta dados dos atletas/clientes/alunos com dois objetivos:

  • Acadêmicos: coletar dados para estudos que serão usados em artigos ou pesquisas acadêmicas (TCC, dissertação de mestrado ou tese de doutorado);
  • Melhorar a tomada de decisão: poder ajustar de forma dinâmica as propostas de treinamento, usando os dados como norteadores da organização da programação das sessões de treino.

Enquanto a primeira proposta pode ter um caminho com mais etapas antes de trazer informações aplicáveis, a segunda proposta PRECISA ser ajustada de maneira que seja rápida o suficiente.

Diferenças nos "tempos de entrega" dos dados entre os processos acadêmicos e os processos realizados em clubes. Enquanto os dados acadêmicos vão precisar passar por aprovação em comitê de ética, coleta de dados, análises estatísticas mais robustas, redação e revisões do manuscrito para finalmente ser apresentado/publicado, quando estamos interessados em usar estes dados para tomadas de decisões no dia a dia do clube/academia, é importante ter sistemas de análises rápidas que permitam a análise dinâmica das informações coletadas. Fonte: Houston, we still have a problem. Buchheit (2017) - acesse aqui

Neste sentido, o uso PLANILHAS ELETRÔNICAS pode ser uma excelente opção para iniciar o desenvolvimento de sistemas de monitoramento integrado.

O primeiro software de planilhas eletrônicas foi lançado no final dos anos 70, evoluindo para os programas que conhecemos hoje em dia, especialmente o Excel (Microsoft), Planilhas (Google) e Numbers (Apple).

Conheça um pouco mais sobre a história da criação do VisiCalc, o primeiro software de planilhas eletrônicas que deu origem aos demais que conhecemos hoje em dia.


Falando especificamente do Excel (embora o Planilhas Google e o Numbers sejam muito semelhantes), as possibilidades de aplicação para o monitoramento do treinamento esportivo são inúmeras. Mas, para um iniciante, vale destacar as seguintes:


Organização das programações/periodização, desenvolvendo tabelas que representem visualmente as propostas de microciclos, mesociclos e macrociclos planejadas.


Cálculos de fórmulas (média, desvio padrão, equações, etc.), contagem (gerais e específicas), elaboração de gráficos, formatação condicional (destacando dados relevantes), análises estatísticas (teste t, ANOVA, correlação, etc.) e exportação/importação de dados de outros softwares/plataformas.

Usando parte dos recursos descritos acima, é possível criar planilhas específicas para o monitoramento longitudinal do desempenho em testes físicos, bem como elaborar relatórios individuais para compartilhar os resultados com os alunos/clientes/atletas.


Controle de carga, recuperação e tolerância ao estresse ao longo de um mês de treinamento por meio de planilha eletrônica.



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https://bit.ly/treinamentomonitorado



Usando recursos um pouco mais avançados, as planilhas eletrônicas podem ser usadas para análises de desempenho técnico-tático em diferentes modalidades esportivas.


Botões associados à macros que auxiliam no preenchimento das análises de desempenho técnico-tático.


Em um nível mais avançado de uso do Excel, é possível associar recursos de programação que permitem integrar as análises de movimentos frame-by-frame com gráficos. Vide Calmet (2016) - acesse aqui


"Seja para objetivos acadêmicos ou de tomada de decisão no dia-a-dia, a capacitação no uso de planilhas eletrônicas parece ser um ponto extremamente útil para profissionais do esporte e atividade física."


Além de tudo que foi apresentado acima, a organização de dados em planilhas eletrônicas é um passo importante para quem deseja avançar para outras possibilidade de visualização dos dados, como dashboards e aplicativos no-code/low-code. 

Falaremos sobre isso nos próximos posts ;)


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