Em 2025, usando alguns dados já apresentados neste blog, publicamos um artigo no periódico acadêmico da IJF (The Arts and Sciences of Judo, Vol. 5, No. 1), entitulado: The Final Battle! Variability of Performance of Finalists in World Judo Championships (disponível em: https://www.ijf.org/ijf/documents/17).
O estudo buscou analisar parâmetros técnico-táticos das técnicas que geraram pontuações para atletas que conquistaram medalhas de ouro e de prata nos Campeonatos Mundiais Cadete, Junior e Sênior de 2022 e 2023. Desta forma, foi possível comparar as possíveis diferenças nestes parâmetros entre atletas de diferentes faixas etárias, sexos e entre os medalhistas de ouro vs. medalhistas de prata nestes eventos.
Nage-waza: homens e medalhistas de ouro apresentaram maior variabilidade
Ao observar quatro parâmetros técnico-táticos das técnicas de projeção (nage-waza), os homens campeões e vice-campeões mundiais pontuaram com maior variabilidade de configurações de kumi-kata, de formas de ataques, de direções de desequilíbrio e de quantidade de técnicas diferentes que as mulheres campeãs e vice-campeãs.
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| Algumas mulheres finalistas dos Campeonatos Mundiais de 2022 e 2023, como a campeã mundial júnior peso pesado de 2023 Mao Arai (JPN) não conquistaram nenhuma pontuação com técnicas de projeção. Por outro lado, todos os homens finalistas nestes eventos pontuaram com nage-waza, alguns com elevada variabilidade técnica como o cubano peso pesado Andy Granda (ouro em 2022): 5 técnicas, 4 direções de desequilíbrio, 4 configurações de kumi-kata e 5 formas de ataque diferentes. |
Ao comparar medalhistas de ouro e medalhistas de prata (tanto homens quanto mulheres), os/as campeões/ãs apresentaram superioridade na variabilidade de técnicas e de formas de ataques executadas nas suas ações que geraram pontuações.
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| Medalhistas de ouro apresentaram maior variabilidade que medalhistas de prata na quantidade de técnicas e formas de ataque nas pontuações conquistadas em nage-waza. Um bom exemplo de elevada variabilidade nestes parâmetros foi apresentado pela campeã mundial júnior na categoria 63kg, Melkia Auchecorne (FRA), que pontuou com 5 técnicas (o-soto-gari, suwari-seoi-nage, uki-waza, uchi-mata-makikomi e harai-goshi) e com 5 formas de ataque (ataque imediatamente ao estabelecer o kumi-kata, ataque na disputa de kumi-kata, ataque na posição ne-shisei, kaeshi-waza e ataque dominando o kumi-kata por mais de 3s) em nage-waza. |
Ne-waza: mulheres apresentaram maior variabilidade que homens
Ao observar a variabilidade nas formas de transições para ne-waza e nos grupos de técnicas de katame-waza (osaekomi-waza, kansetsu-waza e shime-waza) executados nas ações que geraram pontuações, as mulheres mostraram variabilidade superior aos homens.
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A efetividade no ne-waza tem sido um aspecto relevante entre as mulheres nos eventos mundiais. Entre as japonesas finalistas nos Mundiais de 2023, mais de 40% dos pontos conquistados foram com técnicas de domínio (katame-waza).
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Os resultados reforçam a relevância da variabilidade técnica entre atletas de elite de judô, o que pode ser um aspecto relevante a ser considerado por treinadores no preparação técnico-tática da modalidade.
Nota: As fotos e videos apresentados neste post estão disponíveis no site ijf.org.
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