Em algumas postagens anteriores foram analisadas as técnicas, direções de ataque, tipos de pegadas e tipos de transições dos primeiros colocados do Campeonato Mundial Sênior (Budapeste) e do Campeonato Mundial Júnior/Sub 21 (Zagreb) de 2017.
Neste levantamento, foram observados os mesmos parâmetros para todas as pontuações conquistadas pelas 32 medalhistas (ouro, prata e bronze) do Campeonato Mundial Juvenil/Sub 18 (Santiago do Chile), utilizando os vídeos disponíveis na plataforma Judobase.
Figura 1: Direções e técnicas efetivas das medalhistas no World Championship Cadets 2017. Clique na imagem para ampliar.
O principal destaque da figura 1 parece ser que 84% das medalhistas neste evento conquistaram pontuações com transições para técnicas de domínio (katame-waza).
Em relação à variação de direções das técnicas efetivas de projeção (nage-waza), 28% utilizaram apenas uma direção, 53% usaram duas direções, 13% foram efetivas em três direções e apenas 3% (1 atleta) conseguiu pontuar nas quatro direções. Esta menor variação (mesmo em atletas de alto rendimento) parece corroborar com as sugestões de Calmet e Ahmaidi (2004) de que a maturação técnica no judô evolui lentamente.
Outra informação interessante sobre as técnicas de projeção efetivas destas atletas é que 14% foram conquistadas por meio de contragolpes (kaeshi-waza).
Figura 2: Configurações de pegadas dos ataques efetivos das medalhistas no World Championship Cadets 2017. Clique na imagem para ampliar.
Assim como foi observado nos levantamentos das configurações de pegada nas pontuações com técnicas de projeção dos campeões mundiais sênior e júnior/Sub 21, mais da metade das projeções das medalhistas neste mundial foram com a pegada alta (36%) e pegada tradicional (23%).
Figura 3: Tipos de ataques efetivos nas transições no solo das medalhistas no World Championship Cadets 2017. Clique na imagem para ampliar.
A maior parte das transições efetivas foram desenvolvidas nas costas das oponentes. Destas 20 ações efetivas, 9 foram conquistadas via imobilizações (ossae-waza), 8 via estrangulamentos (shime-waza) e 3 via chave articular (kansetsu-waza). Vale destacar que em 4 destas ações nas costas as atletas precisaram também escapar da "meia-guarda" para conseguir efetivar a imobilização.
As imobilizações mais utilizadas foram, respectivamente, kuzure-kesa-gatame (6), kuzure-kami-shiro-gatame (6), tate-shiro-gatame (5), kesa-gatame (3) e kuzure-yoko-shiro-gatame (3). Este tipo de informação pode ser útil no treinamento de técnicas de antecipação e fuga destas imobilizações mais frequentes.
Em uma próxima postagem serão apresentados os levantamentos dos medalhistas mundial Sub 18 (masculino).




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