Pular para o conteúdo principal

Em quantos anos os medalhistas em Mundiais Júnior voltam a medalhar no Sênior?

A transição de desempenho esportivo das classes de base para a classe Sênior é algo que tem sido analisado no judô (Júlio et al, 2011) e em outras modalidades esportivas de combate (Li et al., 2018).
Entre os medalhistas nos Campeonatos Mundiais Júnior de 2008 a 2019, o tempo para voltar a conquistar medalhas nos principais eventos da classe Sênior (Mundial e Jogos Olímpicos) variou bastante.

BANGKOK 2008
Galstyan -60 - dois anos depois
Legrand -66 - três anos depois
Ebinuma -66 - três anos depois
Nakaya -73 - três anos depois
Penalber -73 - sete anos depois
Liparteliani -90 - cinco anos depois
Krpalek -100 - três anos depois
Rinner +100 - um ano antes
Menezes -48 - dois anos depois
Silva -57 - três anos depois
Pavia -57 - três anos depois
Trstenjak -57 - seis anos depois
Tachimoto -70 - oito anos depois
Aguiar -70 - dois anos depois
Harisson -78 - dois anos depois
Tcheumeo -78 - três anos depois
Tachimoto +78 - no mesmo ano

PARIS 2009
Shishime -55 - seis anos depois
Mushkiyev -55 - dois anos depois
Morishita -66 - um ano depois
Pietri -81 - quatro anos depois
Nishiyama -90 - um ano depois
Krpalek -100 - dois anos depois*
Menezes -48 - um ano depois*
Kelmendi -52 - quatro anos depois
Karakas -57 - no mesmo ano
Franssen -57 - nove anos depois
Trstenjak -57 - cinco anos*
Bedeti -63 - quatro anos depois
Tachimoto -70 - sete anos depois*
Ogata -78 - um ano depois
Aguiar -70 - um ano depois*
Harisson -78 - um ano depois*
Malzahn -78 - seis anos depois
Ceric +78 - oito anos depois
Kindzerska +78 - oito anos depois
Yamabe +78 - seis anos depois

AGADIR 2010
Smetov -55 - cinco anos depois
Basile -55 - seis anos depois
Shishime -60 - cinco anos depois*
Wieczerzak -73 - sete anos depois
Tchrikishvili -81 - três anos depois
Toth -81 - quatro anos depois
Haga -100 - cinco anos depois
Ojitani +100 - sete anos depois
Meyer +100 - nove anos depois
Cho +100 - oito anos depois
Gneto -52 - dois anos depois
Receveaux -57 - sete anos depois
Tashiro -63 - quatro anos depois
Bedeti -63 - três anos depois*
Polling -70 - três anos depois
Kim -70 - três anos depois
Aguiar -78 - no mesmo ano**
Velensek -78 - quatro anos depois

CAPE TOWN 2011
Takato -60 - dois anos depois
An -60 - quatro anos depois
Smetov -60 - quatro anos depois*
Shavdatuashvili -66 - um ano depois
Ono -73 - dois anos depois
Armenteros -100 - três anos depois
Ojitani +100 - seis anos depois*
Cho +100 - sete anos depois*
Verhagen -57 - três anos depois
Agbegnenou -63 - dois anos depois
Umeki -78 - quatro anos depois
Steenhuis -78 - sete anos depois

LJUBLJANA 2013
An -60 - dois anos depois*
Urozboev -60 - três anos depois
Albayrak -73 - cinco anos depois
Nikiforov -100 - dois anos depois
Ulziibayar +100 - cinco anos depois
Buchard -48 - um ano depois
Giuffrida -52 - três anos depois
Deguchi -57 - cinco anos depois
Baldorj -63 - quatro anos depois
Arai -70 - quatro anos depois
Pinot -70 - seis anos depois
Malonga -78 - seis anos depois

FORT LAUDERDALE 2014
Abe -66 - três anos depois
An -73 - um ano depois
Toth -90 - no mesmo ano*
Sherazadishvili -90 - quatro anos depois
Ilyasov -100 - quatro anos depois
Wolf -100 - três anos depois
Ulziibayar +100 - quatro anos depois*
Khammo +100 - um ano depois
Kondo -48 - no mesmo ano
Buchard -52 - no mesmo ano*
Deguchi -57 - quatro anos depois*
Gahie -70 - quatro anos depois
Asahina +70 - três anos depois

ABU DHABI 2015
Nagayama -60 - três anos depois
Heydarov -66 - três anos depois
Fujiwara -81 - três anos depois
Morales -81 - três anos depois
Sherazadishvili -90 - três anos depois*
Ilyasov -100 - três anos depois*
Tonaki -48 - dois anos depois
Krasniqi -52 - quatro anos depois

ZAGREB 2017
Heydarov -73 - um ano depois*
Casse -81 - dois anos depois
Abe -52 - um ano depois
Sone +78 - dois anos depois

NASSAU 2018
Maisuradze -81 - um ano depois
Bilodid -48 - no mesmo ano

MARRAKESH 2019
Kim +100 - no mesmo ano

Nota: *segunda ou terceira medalha em Mundial Júnior entre 2008 e 2019

Três anos após conquistarem medalhas no Mundial Júnior de Abu Dhabi (2015), Sotaro Fujiwara e Ivan Silva Morales voltaram a subir ao pódio no Mundial Sênior de Baku (2018)



A maior parte deste atletas (76%) conquistou medalhas olímpicas e/ou em Mundiais Sênior em até quatro anos após sua última conquista em Mundiais Júnior. Mas, um quarto destes atletas levou de 5 a 9 anos para voltar aos pódios dos principais eventos da classe Sênior.

🗓️ Um ano antes - 01 atleta: Rinner
🗓️ No mesmo ano - 08 atletas: Tachimoto, Karakas, Aguiar, Toth, Kondo, Buchard, Bilodid, Kim
🗓️ Um ano depois - 11 atletas: Menezes, Harisson, An, Maisuradze, Abe, Ogata, Nishiyama, Heydarov, Khammo, Morishita, Shavdatuashvili
🗓️ Dois anos depois - 12 atletas: Sone, Casse, Tonaki, Nikiforov, Krpalek, Gneto, An, Agbegnenou,
Ono, Takato, Mushkiyev, Galstyan
🗓️ Três anos depois - 22 atletas: Legrand, Ebinuma, Nakaya, Silva, Pavia, Armenteros, Urozboev, Tchrikishvili, Abe, Tcheumeo, Ilyasov, Nagayama, Fujiwara, Morales, Sherazadishvili, Asahina, Wolf, Giuffrida, Verhagen, Bedeti, Polling, Kim
🗓️ Quatro anos depois - 12 atletas: Pietri, Kelmendi, Smetov, Krasniqi, Deguchi, Gahie, Ulziibayar, Baldorj, Arai, Velensek, Umeki, Tashiro
🗓️ Cinco anos depois - 5 atletas: Liparteliani, Trstenjak, Shishime, Haga, Albayrak
🗓️ Seis anos depois - 6 atletas: Pinot, Malonga, Ojitani, Basile, Yamabe, Malzahn
🗓️ Sete anos depois - 6 atletas - Steenhuis, Tachimoto, Receveaux, Wieczerzak, Cho, Penalber
🗓️ Oito anos depois - 2 atletas: Ceric, Kindzerska
🗓️ Nove anos depois - 2 atletas: Meyer, Franssen



Três medalhistas no Mundial Júnior de Paris (2009) com diferentes intervalos de tempo para voltar a subir nos pódios dos principais eventos da classe Sênior: Hedvig Karakas conquistou no mesmo ano (Rotterdam, 2009), Tina Trstenjak após 5 anos (Chelyabinsk, 2014) e Juul Franssen após 9 anos (Baku, 2018).




Comentários

Postagens mais acessadas no mês

Doha Masters 2021 - Análise dos medalhistas (masculino e feminino)

Após um ano sem realização de Campeonatos Mundiais ou Jogos Olímpicos, no início de 2021 foi realizado o Judo Masters . O evento reúne melhores colocados no IJF World Ranking e distribui pontos importantes para atletas que estão buscando a classificação para os Jogos Olímpicos Tokyo 2021. Segue abaixo a análise técnico-tática dos medalhistas neste evento. Embora a maior parte das pontuações conquistadas pelas medalhistas tenha sido com técnicas de projeção desequilibrando para frente (42) e para trás (35), como já observado em outros eventos mundiais, uma parcela considerável destes pontos foi conquista no combate no solo (33).  Em seus caminhos para o pódio, 8 destas medalhistas apresentaram um sistema de ataque variado, pontuando em ambas direções e no solo. Entre os homens, mais da metade das pontuações foi conquistada com técnicas desequilibrando o oponente para frente (62), com menor frequência de pontos conquistados via projeções para trás (35) e no combate no solo (19)....

Monitorando a carga de treinamento com Excel

Tão importante quanto monitorar o treinamento é a possibilidade de analisar dinamicamente os dados coletados. A planilha abaixo foi elaborada com esta intenção, permitindo o monitoramento da carga de treinamento com o MS Excel (no computador, tablet ou smartphone). Clique aqui para baixar a planilha de PSE-sessão Segue um vídeo tutorial para facilitar seu uso. Comentários e sugestões serão bem-vindos: maagostinho@hotmail.com ou maagostinho@usp.br

Variabilidade dos finalistas em Campeonatos Mundiais

 Em 2025, usando alguns dados já apresentados neste blog, publicamos um artigo no periódico acadêmico da IJF (The Arts and Sciences of Judo, Vol. 5, No. 1), entitulado: The Final Battle! Variability of Performance of Finalists in World Judo Championships (disponível em: https://www.ijf.org/ijf/documents/17 ). O estudo buscou analisar parâmetros técnico-táticos das técnicas que geraram pontuações para atletas que conquistaram medalhas de ouro e de prata nos Campeonatos Mundiais Cadete, Junior e Sênior de 2022 e 2023. Desta forma, foi possível comparar as possíveis diferenças nestes parâmetros entre atletas de diferentes faixas etárias, sexos e entre os medalhistas de ouro vs. medalhistas de prata nestes eventos. Nage-waza: homens e medalhistas de ouro apresentaram maior variabilidade Ao observar quatro parâmetros técnico-táticos das técnicas de projeção (nage-waza), os homens campeões e vice-campeões mundiais pontuaram com maior variabilidade de configurações de kumi-kata, de formas...