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Zagreb Grand Prix 2021: análises das(os) campeãs/campeões

Neste final de semana foi realizado em Zagreb (CRO) o primeiro Grand Prix após os Jogos Olímpicos, reunindo 243 atletas de 35 países. Embora uma parte dos(as) campeões/campeãs tenha elevada experiências em Mundiais Sênior e/ou Jogos Olímpicos (5 atletas), a maioria dos medalhistas de ouro foram atletas que estão buscando "seu lugar ao sol" no IJF World Tour. Vejamos alguns levantamentos das técnicas efetivas (que geraram pontuações) destes 14 atletas:

Formas de ataque em nage-waza e transições tachi-waza para ne-waza que geraram pontuações para os(as) campeões/campeãs do Zagreb Grand Prix 2021.

Projeções executadas durante a disputa de kumi-kata foi a forma de ataque em nage-waza mais frequente, tendo sido utilizada por nove medalhistas de ouro.

O holandês Jur Spijkers (ouro, +100 kg) conquistou 3 pontos atacando durante a disputa de kumi-kata.

As transições sequenciais e oportunistas foram as que geraram maior quantidade de pontuações entre este grupo de medalhistas. A transição sequencial foi utilizada por 6 medalhista de ouro, ao passo que a transição oportunista foi efetiva para 4 campeões/campeãs.

Tato Grigalashvili (GEO) avançou para a final da categoria -81kg vencendo o combate com uma transição sequencial.

Yoko-shiho-gatame, sumi-otoshi e ko-soto-gake foram as técnicas efetivas mais frequentes entre os 14 medalhistas de ouro. As técnicas de domínio (katame-waza) foram utilizadas de forma efetiva por 10 medalhistas de ouro, enquanto as técnicas de projeção (nage-waza) geraram pontuações para 13 atletas deste grupo. 

Wordcloud das técnicas efetivas dos(as) campeões/campeãs do Zagreb Grand Prix 2021.

A configuração de kumi-kata mais frequente nas técnicas de projeção efetivas foi a pegada na região da cintura. Este tipo de kumi-kata foi efetivo para 6 campeões e 1 campeã. 

Configurações de kumi-kata utilizados nas técnicas de projeção efetivas dos medalhistas de ouro do Zagreb Grand Prix 2021.

Na presente análise, o kumi-kata cinturando envolve diferentes possibilidades de posicionamento das mão na região da cintura, incluindo o kumi-kata com as duas mão na região dorsal. Um estudo recente que analisou combates de eventos do IJF World Tour (152 atletas) apontou que a configuração com ambas as mãos na região dorsal é uma das configurações menos frequente mas com maior eficácia (acesse o artigo aqui).

Mammadali Mehdiyev (AZE) venceu a final da categoria -90kg utilizando a configuração de kumi-kata com as duas mão na região dorsal.


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Nota: Os dados e gifs apresentados neste post foram coletados a partir do vídeos disponíveis no site www.ippon.org  . As informações apresentadas são uma análise descritiva, com valores absolutos e/ou relativos de alguns aspectos analisados nos vídeos disponíveis. Ainda que tenham sido apresentados alguns comentários, cabe ressaltar que não foram realizadas análises de probabilidade ou análises estatísticas inferenciais.


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